Cabelos, Artérias e Ossos Mais Fortes com Silício

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Categoria : Produtos, Saúde | 12/07/2016 | Seja o 1º a comentar!

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O silício é um oligoelemento (presente em pequena quantidade no organismo) essencial para os seres humanos. Os teores mais altos de silício ocorrem no tecido conjuntivo, responsável por estabelecer e manter a forma do corpo, além de fazer a ligação com outros tecidos e preencher espaços.

Ele está presente em quantidade significativa na aorta, traqueia, tendões, ossos, pele, cabelos, glândulas, fígado, coração, músculos, pulmões e baço. Também promove a biossíntese de colágeno, a calcificação dos tecidos ósseos, a formação de pelos, cabelos e unhas.

A carência de silício pode levar à debilidade dos tendões e ossos, predispor a doenças esclerosantes como artrose e arterioesclerose, além de afetar a pele (que fica mais frágil e flácida), pelos e cabelos (que ficam mais propensos a quebras e quedas) e unhas (que ficam frágeis e quebradiças).

Alimentos fontes de Silício

O silício encontra-se em quantidade considerável nos cereais integrais e também em algumas frutas como banana, abacaxi, manga e tâmaras. Também está presente no pepino e pimentão.

Confira na tabela abaixo o teor de silício (mg) para cada 100g de alguns alimentos.

Alimento (100g) Teor de Silício (mg)
Aveia 595
Painço 500
Cevada 233
Batata 200
Trigo integral 158
Beterraba 21
Milho 19
Aspargo 18
Centeio 17

Estudos recentes mostram que o teor de silício é maior em plantas de cultivo orgânico ou biodinâmico e também pode variar devido a fatores genéticos.

Os benefícios do Silício para os cabelos

Um estudo realizado em São Paulo e apresentado em Londres mostrou que o uso prolongado de suplementação com silício (5 meses) promoveu melhoras significativas nos cabelos.

A análise envolveu 34 mulheres com idades entre 17 e 57 anos. Elas relataram ao final da pesquisa uma melhora clara na penteabilidade, maciez, brilho e crescimento. Em 79,4% houve aumento na velocidade do crescimento capilar. O aumento médio na velocidade de crescimento foi de 37,6%.

Laboratorialmente os pesquisadores constataram que os cabelos apresentavam-se mais resistentes.

Recomendação diária de ingestão de Silício

O silício orgânico é mais facilmente assimilável pelo organismo e auxilia no tratamento de diversas doenças:

Dentro do sistema osteoarticular auxilia na consolidação de fraturas, osteoporose, artroses, reumatismos, mialgias e traumatismos.

Já no sistema cardiovascular auxilia no tratamento da arteriosclerose, arteriopatias em geral e hipertensão (melhorar a elasticidade das paredes arteriais).

No sistema dermatológico atua na cicatrização de feridas e queimaduras, auxilia no crescimento dos cabelos, fortalecimento de cabelos e unhas e contra a flacidez da pele, promovendo maior elasticidade já que atua na síntese de colágeno e elastina.

Com o avanço da idade o organismo precisa de reposição oral deste importante mineral, já que dificilmente é absorvido naturalmente pelo organismo.

Estudos realizados com fins estéticos (cabelo e pele) indicam uma dosagem de 150mg/dia. O ideal é que se consuma longe das refeições para potencializar sua absorção.

Apesar de não haver uma ingestão mínima recomendada, outros estudos indicam que o consumo de no mínimo 40mg já proporciona melhoria no sistema osteoarticular.

O período mínimo de uso para obtenção de resultados é de 3 meses, sendo indicado o consumo por períodos superiores, os estudos que apontaram melhoria no crescimento capilar, por exemplo, foram realizados por 5 meses.

Referências
SANTOS, Fábio César dos Santos. O papel do silício em nosso organismo. Revista BiotecDermocosméticos – Ano 1. N.03. 2009.
SCHLEIER, Rodolfo; GALITESI, Célia R. L.; FERREIRA, Esmeralda C. M. Silício e cálcio: uma abordagem antroposófica. Arte Médica Ampliada. Vol. 34. N. 3. Julho/Agosto/Setembro 2014.
VILLA, Ricardo. Et al. Oral SupplementationofSiliconand Its ImpactOnQualityofHair. In: 72nd CongressoftheSocietyofInvestigativeDermatology, 2012, Veneza. 72nd AnnualSociety for InvestigativeDermatologyMeeting Abstracts. London: Nature, 2012. v. 132. p. 104.

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