Cansaço nas pernas, varizes e hemorroidas? Experimente Castanha-da-Índia!

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Categoria : Saúde | 12/09/2016 | Seja o 1º a comentar!

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A Castanha-da-Índia (Aesculus hippocastanun L), apesar do nome, é originaria do norte da Grécia e além do seu uso fitoterápico, também é utilizada como planta ornamental, sua semente é utilizada no tratamento da insuficiência venosa e fragilidade capilar e possui inúmeras pesquisas científicas que comprovam a sua eficiência. Seu uso na medicina popular data do século 16 na Europa.

Todas as investigações realizadas e citadas na literatura médica, sejam em estudos randomizados, duplo-cegos e controlados, demostram que o extrato das sementes de castanha-da-Índia é eficaz no tratamento da insuficiência venosa crônica.

Benefícios da Castanha-da-Índia

A eficácia da castanha-da-Índia no tratamento de varizes e seus sintomas, principalmente o edema, deve-se a presença de escina, que tem atividade anti-inflamatória, antiedema, antiexsudativa e tônica venosa. Essa substância atua nas membranas capilares, normalizando a permeabilidade vascular, aumentando a resistência capilar e reduzindo a drenagem de líquido para o espaço extra-capilar.

Uso externo
Seu uso externo em cremes ou gel auxilia na prevenção de celulite, no tratamento de hemorroidas e traumatismos esportivos, incluindo contusões, tendinites, hematomas e edemas pós-traumáticos (inchaços causados por pancadas ou contusões).

Uso oral
O uso oral é utilizado no tratamento da insuficiência venal crônica, incluindo edemas, cãibras, prurido, dor e sensação de peso nas pernas, veias varicosas e síndrome pós-trombótica. Suas propriedades antiflebíticas também a tornam indicada nos casos de endurecimento das artérias e demais casos de insuficiência circulatória, bem como hemorroidas.

Sugestão de uso: adicionar uma colher de chá da castanha-da-Índia em pó em um copo de água ou suco, tomar 1 vez ao dia.

Seu efeito tônico é percebido 15 a 30 minutos após a ingestão, traduzindo-se principalmente pelo alívio da dor, mas seu uso não é tópico, sendo recomendado o acompanhamento médico e o tratamento de longo prazo.

Alguns estudos sugerem equivalência entre o uso de castanha-da-Índia a terapia compressiva (uso de meias elásticas de compressão).

Steiner e Hillemanns em 1990 realizou uma pesquisa com gestantes* que apresentam edema decorrente da insuficiência venosa. Este estudo apontou redução estatisticamentesignificativa do inchaço, maior resistência à provocação de edema e alívio dos sintomas como dor e cansaço dos membros inferiores.  (SALVIANO, FIOCCHI, 2001).

Por suas características anti-inflamatórias, a castanha-da-Índia também é utilizada no tratamento de reumatismos e artrites.

É importante também observar a sua associação com outros medicamentos (principalmente anticoagulantes e coagulantes, ácido acetilsalicílico e Hamamellis) ou minerais, sendo que sais alcalinos, ferro e iodo podem interferir em sua absorção.

Superdosagem e contraindicação

Atenção: a ingestão de grandes quantidades de castanha-da-Índia pode provocar vômitos, diarreia, rubor na face, dilatação pupilar. Nestes casos é necessário diminuir a quantidade ingerida, consumir carvão ativado e procurar o acompanhamento de seu médico.

Pacientes com insuficiência renal, insuficiência hepática, gastrite e úlcera gástrica e distúrbios na coagulação sanguínea devem consultar o médico antes de fazer uso da castanha-da-Índia.

* Lembrando que gestantes e nutrizes devem consultar um médico antes de iniciar o uso de qualquer medicamento, mesmo que fitoterápico.

Referências
SALVIANO, P.A.; FIOCCHI, C.C. Associação medicamentosa flebotrópica no tratamento sintomático de varizes e hemorroidas – atualização bibliográfica. RBM – Revista Brasileira de Medicina. 58 (4): 257-262. Abr.2001
TUROLLA, M.S.R; NASCIMENTO, E.S. Informações toxicológicas de alguns fitoterápicos utilizados no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. Vol. 42 N.2.  São Paulo. Abr. 2006.
MARTINS, E.L.P ; BRANDÃO, M.G.L. Qualidade de amostras comerciais preparadas com Aesculushippocastanum L. (castanha da índia). Revista Brasileira de Farmacognosia. Vol. 16 (2): 224 – 229. Abr./Jun. 2006.
ISSAKOWICZ, R.F. Castanha da Índia. Ponta Grossa. Maio. 2005.

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