Cuidado com o Diabetes! Previna-se com estes produtos naturais

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Categoria : Alimentos Funcionais, Saúde | 10/02/2017 | Seja o 1º a comentar!

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Alimentação saudável e equilibrada

A melhor forma de se prevenir contra o diabetes tipo 2 é manter uma alimentação saudável e equilibrada!

Uma dieta com ingestão controlada de açúcares, gorduras, carboidratos simples e o consumo diário de fibras solúveis e insolúveis (proveniente de frutas, legumes, verduras, cereais e grãos integrais) auxiliam muito na prevenção e tratamento do diabetes, especialmente o do tipo 2.

Acompanhamento nutricional e a prática regular de atividades físicas podem reduzir a glicemia e permitir ao paciente diabético uma vida normal.

Como o diabetes é uma doença que tem se intensificado na população nos últimos anos e o controle alimentar é, junto com o uso de insulina e medicamentos hipoglicêmicos, um requisito primordial para a qualidade de vida, muitos estudos clínicos passaram a ser desenvolvidos avaliando o consumo de alimentos, vitaminas e minerais e seus benefícios para o paciente diabético.

Fibras solúveis e insolúveis

As fibras alimentares referem-se aos componentes de plantas ou carboidratos análogos que são resistentes à digestão e absorção no intestino delgado humano. A American Dietetic Association recomenda a ingestão de 20-35g de fibras ao dia.

Estas fibras são classificadas de acordo com a sua solubilidade em solúveis e insolúveis, e possuem efeitos fisiológicos distintos.

As fibras insolúveis são responsáveis pelo aumento do bolo fecal (por retenção de água), isso diminui o tempo de trânsito intestinal, reduzindo a absorção de glicose e retardando a hidrólise do amido. Essas fibras são abundantes no farelo de trigo, cereais integrais, raízes e hortaliças.

Já as fibras solúveis retardam o esvaziamento gástrico (provocando a sensação de saciedade) pois possuem a propriedade de formar géis, isso afeta a absorção de glicose, diminuindo a glicemia pós-prandial, reduzem o colesterol sérico e regulam o apetite. As fibras solúveis correspondem às substâncias pécticas, as glucanas, gomas e mucilagens, algumas he­miceluloses e o psyllium.

Fibra de Maracujá (Farinha de Maracujá)

A pectina tem apresentado em diversos estudos científicos ações hipoglicemiantes, ela é uma fibra insolúvel que melhora a tolerância à glicose, ela é facilmente obtida a partir de frutas cítricas, em especial o maracujá.

A fibra de maracujá também é repleta de vitaminas e minerais essenciais para o nosso organismo, como o fósforo, ferro e vitaminas B.

Você pode conhecer outros benefícios da Fibra de Maracujá clicando aqui.

Farelo de Arroz

Outra fibra, agora solúvel, importante no tratamento e prevenção do diabetes tipo 2 é a fibra do farelo de arroz integral, alguns estudos apontaram que o consumo de 40g diários, em conjunto com o tratamento médico (insulina, agentes hipoglicemiantes ou controlados com dieta) reduzem o valor médio da glicemia de jejum e pós-prandial.

Psyllium

O psyllium é uma fibra presente na casca da semente das plantas de Plantago ovata, ela é rica em beta-glucanas, que são fibras altamente viscosas e atuam sobre a degradação do amido e do carboidrato.

Estudos clínicos apontam que o consumo de 10g diárias (divididos em 2 ingestões diárias) já apresentam resultados benéficos no controle glicêmico de jejum e pós- prandial e também no controle do colesterol LDL.

Você pode conhecer outros benefícios do psyllium clicando aqui.

Farelo de aveia

O farelo de aveia é extraído da casca da aveia, sendo também rico em fibras solúveis e insolúveis, especialmente em beta-glucanas, presentes nas paredes celulares das células dos grãos de aveia.

Também é possível encontrar uma boa quantidade de fibras beta-glucanas nos flocos de aveia, sendo que essas fibras se perdem no processo de moagem, não estando mais presentes na farinha de aveia.

Para diabéticos o seu consumo, segundo pesquisas, é altamente recomendado no café da manhã/desjejum (em torno de 30g de farelo de aveia), já que atua no restante do dia promovendo a redução da glicemia pós-prandial.

Você pode conhecer outros benefícios do Farelo de aveia (Oat Bran) clicando aqui.

Cevada

Estudos clínicos apontam que a cevada em grãos possui os mesmos benefícios do farelo de aveia, já que possui quantidades similares de fibras beta-glucanas.

Amido resistente

Assim como as fibras, estudos clínicos tem demostrado a importância do amido resistente para diabéticos. Este tipo de amido é um componente natural da dieta e é encontrado em grãos não processados, batata crua (ou cozida e resfriada), casca de pães integrais e banana verde (fruta, biomassa de banana verde ou farinha de banana verde).

Por ser um alimento resistente à digestão e fermentado no intestino grosso, principalmente pelas bifidobactérias, o amido resistente é um alimento prebiótico. Durante a fermentação ocorre a produção de ácidos graxos de cadeia curta, principalmente o butirato, que contribui muito para a saúde do cólon, inibindo o crescimento de células cancerígenas devido à redução do pH no intestino grosso.

O amido resistente além de proporcionar a sensação de saciedade também diminui a absorção da glicose e melhora o trânsito intestinal, que, como já vimos, está ligado a prevenção e tratamento do diabetes.

Você pode conhecer outros benefícios da farinha de banana verde clicando aqui ou da biomassa de banana verde clicando aqui.

Vitaminas

Pessoas com Diabetes Mellitus tendem a apresentar deficiências de vitaminas e minerais mais frequentes que outros indivíduos. A causa muitas vezes é a eliminação na urina, diminuição da capacidade intestinal de absorção e baixa ingestão dietética.

Uma alimentação equilibrada e variada com frutas, principalmente as ricas em vitamina C, hortaliças cruas e cozidas de cores variadas, e o consumo de alimentos funcionais com potenciais efeitos antioxidantes, tais como café, chá verde, cacau e canela são altamente recomendados.

Em alguns grupos como idosos, gestantes ou lactentes, vegetarianos restritos ou aqueles em restrição calórica (principalmente proveniente de cirurgias bariátricas), a suplementação de multivitamínicos pode ser necessária.

Vitamina B12

A neuropatia diabética, que pode levar a amputação de membros em pacientes diabéticos, tem como causa mais provável a deficiência de vitamina B12, provocada pelo uso prolongado de metformina. Sendo, nestes casos, recomendado a suplementação vitamínica.

Vitamina D

O mau controle glicêmico leva o paciente diabético à deficiência de vitamina D. A sua suplementação estaria ligada a secreção e sensibilidade à insulina, bem como a diminuição do estado inflamatório.

Vale lembrar que os estudos apontam que a suplementação se faz necessária e benéfica apenas quando o paciente possui a deficiência, não trazendo benefícios aqueles que não possuem deficiência de vitamina B12 ou D.

Minerais

Já com relação aos minerais, as deficiências mais comuns são de zinco e magnésio. Segundo as pesquisas elas parecem estar associadas ao aumento das concentrações de hemoglobina glicada, a progressão do diabetes e suas complicações.

Zinco

A suplementação com zinco tem mostrado benefícios no controle glicêmico para diabéticos tanto do tipo 1 quanto do tipo 2.

Cromo

O cromo (na forma de picolinato de cromo) também tem sido alvo de estudos por sua ligação com a insulina. Estudos clínicos têm demonstrado que a sua ingestão alimentar ou suplementação potencializa a ação da insulina resultando em melhor captação de glicose sanguínea. A ausência desta forma de cromo na dieta de pessoas saudáveis pode elevar o nível de glicose no sangue acima da faixa de normalidade (99 mg/dl).

Você pode saber mais sobre a suplementação com cromo clicando aqui.

Adoçantes e Edulcorantes

Os adoçantes também estão presentes na vida de um diabético, os edulcorantes não são essenciais ao tratamento do diabetes como a medicação oral/insulina e monitorização da glicemia, mas podem favorecer o convívio social e flexibilidade do plano alimentar.

Após rigorosa análise, o Food and Drug Administration (FDA) aprovou o consumo de acessulfame K, aspartame, sacarina sódica e sucralose. Todos esses adoçantes foram submetidos à rigorosa análise, mostrando-se seguros, quando consumidos pelo público em geral, incluindo pessoas com diabetes e mulheres durante a gestação, quando a ingestão diária aceitável (IDA) é respeitada.

O uso destes edulcorantes permitiu o desenvolvimento de diversos alimentos com reduzido teor de açúcar, permitindo ao diabético o consumo de bolos, doces, pães e outros alimentos.  

Leia mais sobre Adoçantes e Edulcorantes clicando aqui.

Referencias:

MIRA, G.; GRAF, H; CÂNDIDO, L. Visão retrospectiva em fibras alimentares com ênfase em beta-glucanas no tratamento do diabetes. Brazilian Journal of  Pharmaceutical Sciences vol. 45, n. 1, jan./mar., 2009   

BERNAUD, F.; RODRIGUES, T. Fibra alimentar – Ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arq Bras Endocrinol Metab. 2013;57/6

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES.  Princípios para orientação nutricional no diabetes mellitus. Diretrizes SBD. 2014-2015

MELLO, V.; LAAKSONEN, D. Fibras na dieta: tendências atuais e benefícios à saúde na síndrome metabólica e no diabetes melito tipo 2. Arq Bras Endocrinol Metab. 2009;53/5 509

JANEBRO, D. et al. Efeito da farinha da casca do maracujá-amarelo (Passifl ora edulis f. fl avicarpa Deg.) nos níveis glicêmicos e lipídicos de pacientes diabéticos tipo 2. Rev. Bras. Farmacogn. Braz J. Pharmacogn. 18 (Supl.): Dez. 2008

PEREIRA, K. Amido resistente, a última geração no controle de energia e digestão saudável. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 27(supl.): 88-92, ago. 2007

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