Estévia ou Stévia? O que importa é que ele não faz mal (nem mesmo para gestantes!)

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Categoria : Saúde | 09/11/2016 | 2 comentários

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Adoçantes são substitutos naturais ou artificiais do açúcar que conferem sabor doce com menor número de calorias por grama. No Brasil o açúcar vem da cana-de-açúcar, sendo composto por glicose e frutose, gerando assim a sacarose, que fornece 4 kcal/g.

Já os adoçantes são compostos por substância edulcorantes (que adoçam), esse “poder edulcorante” é medido em comparação a uma solução de sacarose e são altamente eficazes, isto é, com muito menos (ou nada de calorias), pois normalmente eles não são metabolizados pelo organismo. O “problema” é que eles tendem a deixar um sabor residual, para neutralizar essa desvantagem, os fabricantes costumam utilizar compostos de dois ou mais edulcorantes em suas fórmulas.

Os primeiros adoçantes, chamados de 1ª geração, são bem conhecidos: a sacarina, o ciclamato e o aspartame. A segunda geração é representada pela sucralose, acessulfame-k, e os menos conhecidos: alitame, neohesperidina, neonatme, taumatina e a estévia.

O que precisamos destacar é que temos adoçantes químicos/artificiais (como os adoçantes de primeira geração: (ciclamato, sacrina, sucralose e aspartame) e adoçantes naturais (frutose, sorbitol, manitol, lactose, tagalose, agave azul e estevisídeo ou stévia).

De onde vem a stévia?

Os adoçantes a base de stévia são obtidos da planta Stevia rebaudiana Bertoni, através do esteviosídeo, ele possui sabor doce, naturalmente seguido de um forte sabor amargo residual, por ser muito estável a uma ampla faixa de pH e ao calor, permite seu amplo uso na indústria alimentícia. O mais interessante é que a stévia já era utilizada pelos índios Guaranis para adoçar chás e bebidas medicamentosas! No Japão é o principal edulcorante alimentício, utilizado desde a década de 1970, dominando cerca de 41% do mercado, no Brasil foi aprovado em 1987 e só em 1996 começou a ser utilizado nos Estados Unidos.

A única ‘dificuldade’ encontrada no uso da stévia é o seu forte sabor residual, decorrente do uso exclusivo do esteviosídeo. A planta da Stevia rebaudiana Bertoni, no entanto, possui outros edulcorantes, chamados de rebaudiosídeo A, B, C, D, E e F e dulcosideos A e B, quando a planta é utilizada de forma integral, como é o caso dos produtos da Stévia Natus, além de não sofrer metabolismo no corpo humano ela também não deixa nenhum sabor residual, ou seja, sem o amargor intenso comum neste tipo de adoçante.

Grávidas podem consumir adoçantes?

Uma das grandes preocupações no consumo de adoçantes é no caso de gravidez. Há casos em que as mulheres precisam de um controle mais rigoroso de peso, há também os casos de diabetes gestacional, que exigem a substituição de açúcar por adoçantes.

O FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos desenvolveu uma classificação de risco potencial para o uso de adoçantes na gestação, utilizando para isso 5 letras:

• A – estudos controlados em mulheres não demonstraram risco para o feto no primeiro trimestre, não existe evidência de risco nos outros trimestres e a possibilidade de dano fetal parece ser remota;
• B – estudos em animais não indicam risco fetal e não há estudos controlados na espécie humana ou, ainda, estudos em animais mostram um efeito adverso no feto, mas estudos bem controlados em mulheres grávidas não demonstraram risco para o feto;
• C – estudos têm mostrado que as drogas apresentam efeito teratogênico ou embriocida em animais, mas não há estudos controlados em mulheres, ou ainda não há estudos controlados nem em animais e nem em mulheres. Essas drogas só devem ser administradas se os possíveis benefícios justificarem os riscos potenciais para o feto;
• D – existem evidências de risco ao feto humano, mas os benefícios, em certas situações (risco de morte ou doenças graves para as quais drogas mais seguras são ineficazes ou não podem ser usadas), podem fazer com que o uso dessa droga seja aceitável, apesar do seu risco;
• X – estudos em animais ou humanos têm demonstrado anormalidades fetais ou há evidências de risco fetal baseado em estudos em humanos, ou ambos, e os riscos associados ao uso da droga na gestação claramente superam quaisquer benefícios possíveis. Essas drogas são contra-indicadas em mulheres grávidas ou que podem vir a engravidar.

Um estudo realizado por Torloni et al, avaliando os adoçantes disponíveis no Brasil demonstrou que aqueles que possuem Sacarina e Ciclamato possuem risco C e não devem ser utilizados durante a gestação.

Já aqueles que utilizam aspartame, sucralose, acessulfame e stévia apresentam risco B, sendo os mais seguros para o uso durante a gestação. Lembrando que destes, apenas a stévia é um adoçante natural, sendo os demais adoçantes artificiais.

Na Relva Verde você encontra vários produtos diet a base de estévia da marca Stevia Natus, a empresa tem garantia de origem dos seus produtos de stévia, pois possui cultivo próprio, bem como exclusivo e patenteado processo de extração sem uso de solventes químicos.

No adoçante em sachê o veículo utilizado é a maltodextrina (extrato derivado do milho), diferentemente do mercado que em sua grande maioria utiliza lactose, cujo consumo é proibido para quem apresenta intolerância.

Referências
TORLONI, Maria Regina et al . O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil. Rev. Bras. Ginecol. Obstet.,  Rio de Janeiro ,  v. 29, n. 5, p. 267-275,  May  2007 .   Availablefrom<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032007000500008&lng=en&nrm=iso>. accesson  08  Nov.  2016.  
CARDELLO, Helena Maria André Bolini; SILVA, Maria Aparecida A.P. da; DAMASIO, Maria Helena. Análise descritiva quantitativa de edulcorantes em diferentes concentrações. Ciênc. Tecnol. Aliment.,  Campinas ,  v. 20, n. 3, p. 318-328,  Dec.  2000 .   Availablefrom<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612000000300008&lng=en&nrm=iso>. accesson  08  Nov.  2016.

CARDELLO, Helena Maria André Bolini; SILVA, Maria Aparecida A.P. da; DAMASIO, Maria Helena. Análise tempo-intensidade dos estímulos doce e amargo de extrato de folhas de estévia [Steviarebaudiana (Bert.) Bertoni] em doçura equivalente a sacarose.Ciênc. Tecnol. Aliment.,  Campinas ,  v. 19, n. 2, p. 163-169,  May  1999 .   Availablefrom<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20611999000200001&lng=en&nrm=iso>. accesson  08  Nov.  2016.  
GOTO, Airton; CLEMENTE, Edmar. Influência do rebaudiosídeo A na solubilidade e no sabor do esteviosídeo. Ciênc. Tecnol. Aliment.,  Campinas ,  v. 18, n. 1, p. 3-6,  Apr.  1998 .   Availablefrom<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20611998000100002&lng=en&nrm=iso>. accesson  08  Nov.  2016.  

 

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Comentário (2)

  1. postado por ymara ribeiro em 14/11/2016

    bom o artigo.. mas vcs tem ou nao para vender?

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