L-Carnitina: uma recém-chegada com grande potencial para sua saúde

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Categoria : Saúde | 20/09/2016 | Seja o 1º a comentar!


A carnitina, uma amina quaternária (3-hidroxi-4-N-trimetilamino-butirato), é sintetizada no organismo (fígado, rins e cérebro) a partir de dois aminoácidos essenciais: lisina e metionina. Para realizar sua síntese, no entanto, exige a presença de ferro, ácido ascórbico (Vitamina C), Niacina (Vitamina B3) e Piridoxina (Vitamina B6).

Sua função primordial é a de transformar os lipídios em energia, por isso é muito utilizada por atletas, já que ao promover o metabolismo dos lipídios queima a gordura, promovendo a manutenção da massa magra auxiliando ainda na recuperação dos músculos e melhorando o desempenho nos treinos.

Ela também atua como antioxidante, combatendo radicais livres, acelera o fluxo sanguíneo através da vasodilatação, melhorando assim a oxigenação e a capacidade aeróbica para a prática de atividades físicas.

Muito além do uso por atletas

No entanto, seu uso não deve ficar restrito aos atletas de alto desempenho. Ainda são poucos os estudos do seu uso que comprovem seus benefícios para a saúde em geral, mas alguns estudos científicos conduzidos na Europa, Estados Unidos e Brasil, apontam que a L-Carnitina pode ser muito útil na recuperação e tratamento de doenças respiratórias como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Isquemia do miocárdio (angina, infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca), doença arterial periférica, doenças renais, neuropatia diabética e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).

A L-Carnitina auxilia no tratamento destas doenças pois melhora a capacidade de exercício por aumentar e manter a capacidade aeróbica e hipertrofia muscular, reduzir a ocorrência de cãibras, reduzir a percepção de fadiga, controlar os distúrbios lipídicos e melhorar o perfil hematológico de pacientes em hemodiálise.

Deficiência de Carnitina por vegetarianos e veganos

A deficiência de carnitina só costuma se fazer presente em seguidores de dietas vegetarianas rígidas ou veganas, já que sua principal fonte alimentar (lisina e metionina) é a carne vermelha,  frango, peixe, leite e seus derivados, ou pacientes que possuem hipertiroidismo, já que ele inibe a produção da carnitina natural.

No caso de vegetarianos e veganos recomenda-se o consumo de aspargos, amendoim, sementes de girassol, nozes, feijão, ervilha e lentilhas, que são ricas em lisina. Já a metionina pode ser encontrada no feijão branco, vagem e castanha do Pará.

L-carnitina emagrece?

O ponto mais controverso é sobre o potencial de emagrecimento da L-carnitina. É preciso deixar claro que a L-carnitina não é um emagrecedor, ela é associada ao emagrecimento pelo fato de atuar no metabolismo dos lipídios, queimando a gordura acumulada e transformando-a em energia, mas é preciso ressaltar que este processo só ocorre na presença de atividades físicas mais intensas.

Importante! Há relatos de alguns efeitos colaterais como náusea, vômito e diarreia. Pacientes com histórico de hipertensão arterial, convulsões e triglicerídeos elevado só devem consumir a L-carnitina com acompanhamento de um médico ou nutricionista.


Referências

COELHO, C.F.  et al. Aplicações clínicas da suplementação de L-carnitina. Rev. Nutr., Campinas, 18(5):651-659, set./out., 2005

SILVÉRIO, R; CAPERUTO, E.C.;SEELAENDER, M. C. L-Carnitina: além do metabolismo de lipídeos. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2009, 8 (1): 135-145

SILVA, M.G.F. et al.  Suplementação oral de L-carnitina associada aotreinamento físico e muscular respiratório na doençapulmonar obstrutiva crônica: estudo preliminar. Fisioter Pesq. 2012;19(4):320-325.

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