Romã: uma fruta com múltiplos benefícios para sua saúde

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Categoria : Saúde | 19/10/2016 | Seja o 1º a comentar!

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Nosso organismo forma constantemente radicais livres, em quantidades controladas esses radicais desempenham alguns papéis fisiológicos, mas em grande quantidade se tornam um fator de risco. Muitas doenças crônicas degenerativas e até mesmo alguns tipos de cânceres, como o de mama, próstata, pele e gástrico, podem ter sua origem no desequilíbrio do estado redox.

Apesar de nosso corpo possuir um sistema de proteção antioxidante interno, o organismo pode ser beneficiado pela presença de compostos antioxidantes externos, como os compostos fenólicos encontrados em diversos alimentos, inclusive a romã (Punica granatum, L).

A romã, como é conhecida aqui no Brasil, é um arbusto lenhoso e ramificado nativa da região que vai do Irã até o Himalaia, mas que hoje já é cultivada no mundo todo.

A medicina popular e a medicina oriental utiliza a flor, o fruto e até a casca da árvore da romã para tratar diversos problemas de saúde. A maioria destas utilizações populares já foram comprovadas cientificamente, o que estabelece a importância da romã em tratamentos médicos e odontológicos.

O suco das sementes é usado como terapia para úlceras bucais e genitais, alivia dores de ouvido, trata dispepsia, diarreia e hanseníase.

Suas flores possuem ação adstringente e hemostática e são utilizadas no tratamento de diabetes mellitus e no tratamento da doença periodontal, prevenindo a perda dentária. Também há relatos na literatura do seu uso contra aftas, parasitismos, abscessos, tosse, angina, inflamação urinária, bronquite, herpes, conjuntivite, amidalites, faringites, estomatites, gengivite, hemorroidas, etc.

A romã previne o câncer?

Dentre os diversos componentes fitoquímicos da planta, destacam-se polifenóis, contendo os flavonóides e as antocianinas (punicalgina e ácidoelágico). Estes componentes são responsáveis por potente ação antioxidante (diminuindo os valores sanguíneos de LDL), anti-inflamatória e analgésica e pela capacidade biológica anti-esclerosante.

A antocianina possui atividade antioxidante, participando como mediadora das funções fisiológicas relacionadas à supressão do câncer, uma vez que age como inibidora de crescimento celular. Os flavonóides, também encontrados em abundância nestas frutas vermelhas, com capacidade de induzir células cancerígenas à apoptose. Desta forma, a associação de flavonóides e antocianinas é importante na prevenção do câncer.

A romã é tida como antiangiogênica, ou seja, ela inibe a formação de novos vasos sanguíneos a partir de vãos preexistentes, condição que é necessária para o desenvolvimento de células tumorais. Evitando desta forma a formação e proliferação de tumores cancerígenos.

Há indicativos de que por conta desta propriedade ela poderia auxiliar no tratamento do câncer ao impedir a metástase, mas ainda não há estudos conclusivos em humanos.

Assim concluímos que além de agir como antibacteriano, antimicrobiano e anti-inflamatório, a romã é rica em polifenóis (flavonoides e antocianinas) contribuindo diretamente na prevenção de diversos tipos de câncer, especialmente o câncer de mama, colo do útero e próstata.

Referências:
WERKMAN, C.Citotoxicidade da Punica granatum l. (romã) sobre cultura de fibroblastos e de células de linhagem cancerígena. Tese de Doutorado .UNESP. São José dos Campos, 2009.
OLIVEIRA, L. et al.  Atividade citotóxica e antiangiogênica de Punica granatum L.,Rev. Bras. Farmacogn.20(2): Abr./Mai. 2010.
WERKMAN, C. Aplicação terapêuticas da Punicagranatum L (romã). Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.10, n.3, p.104-111, 2008.
JARDINI, F. A. Atividade dos compostos fenólicos antioxidantes da romã (Púnica granatum, L) avaliação in vivo e em culturas de células. Tese de Doutorado. USP. 2010

 

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